O jornalista Renato Machado morreu, aos 83 anos, nesta manhã de quinta-feira (16). Ex-âncora do "Bom Dia Brasil", da Globo, o correspondente internacional estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio. Até o momento, as causas da morte não foram reveladas.
Além do matinal, onde fez dupla com Leilane Neubarth, recém-desligada da Globo, e Renata Vasconcellos, que deve deixar o "Jornal Nacional" em 2027, Renato passou pelo "Jornal da Globo", pelo "RJTV" e pelo próprio "JN". O jornalista trabalhou na Globo de 1982 a 1990, quando migrou para a Manchete (1983-1999).
Mas a passagem pelo canal dos Bloch durou só um ano, quando retornou à emissora líder, de onde sairia, mais uma vez, em 2021, três décadas depois. Durante a longa trajetória profissão, Renato Machado trabalhou no extinto "Jornal Nacional", a partir de 1969, e cobriu fatos históricos: da morte de Ayrton Senna (1960-1994), a renúncia do presidente americano Richard Nixon, a guerra das Malvinas, e o acidente em Chernobyl com uma usina nuclear.
E o que poucos sabem é que Renato Machado quase abraçou outras profissões bem longe do jornalismo. E a gente conta.
Nascido em 21 de março de 1943 no Rio de Janeiro e apoixado por vinhos, Renato cresceu vendo a mãe, uma secretária bilíngue, querer que ele se formasse em Direito. O sonho foi realizado pela PUC-RJ e não demorou muito para o profissional ser aprovado em exame no Itamaraty.
De acordo com o "Memória Globo", o futuro jornalista boicotou aquele exame de vista. A essa altura, Renato já havia trabalhado como ator no Teatro Oficina, dublador e locutor de rádio. Anos mais tarde, e já na Globo, acabou detido pela polícia da França quando a capital francesa, Paris, sofreu atentados terroristas do Hezbollah.
"Era um edifício grande, que tomava todo o quarteirão. Percorremos a avenida filmando, de dentro do carro e um guarda achou que nossa movimentação era estranha. Evidentemente, parou o carro e nos prendeu. Foi a minha prisão mais longa. O guarda nos levou a uma guarita em alguma altura da murada e, assim como nas outras vezes, retirou a fita da câmera e confiscou nossos passaportes", recordou.